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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Felicidade

Pode-se pensar que os amáveis são os perfeitos. Não há perfeição quando se trata de habilidade emocional. Há um caminhar decidido pelas veredas da felicidade. Os amáveis têm os mesmos problemas que todos os outros, entretanto se decidiram pela felicidade, que não é a mesma coisa que o prazer inconsequente ou a necessidade de festa todos os dias, ou o isolamento, ou a aparente sinceridade do irado.
O amor é o sentimento nobre que tem a capacidade de fazer a pessoa humana feliz. Todos nascem para a felicidade, esta é uma verdade universal. Em qualquer cultura, em qualquer povo, por maiores que sejam os absurdos cometidos ( pelo menos sob o ponto de vista da cultura ocidental comtemporânea ) a busca é pela felicidade. Ninguém quer ser infeliz.
Entretanto, são muitos os fatores que afastam o ser humano de sua essência, assim ele acaba deixando de lado essa possibilidade e mergulhando em uma maré de derrotismo e pessimismo ou falsa vitória. A felicidade é uma decisão e tem de ser uma decisão consciente. A pessoa feliz não precisa sair dando risada o tempo todo para mostrar que é feliz.
Quando se fala em felicidade, fala-se em amor. Não necessariamente o amor "eros", o amor corporal, o amor sexual. Fala-se em amor como um motor que move a chama da vida e conduz a patamares inacreditáveis de realização. O amor que faz com que o equilíbrio possa ser invisível. O amor, simplesmente o amor.
E como preparar o ser humano para o amor ou para a habilidade emocional ? O que pode a escola fazer para despertar esse gigante?
A resposta não é tão simples, porque o amadurecimento é um processo que envolve tempo e dedicação; tempo e conhecimento; tempo e vontade.

Trecho do livro: Educação: a solução está no afeto - Gabriel Chalita

NADA COMO O TEMPO

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o "alguém" da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
Imagens: http://www.nossanoite.com.br/divadomasini/fotos/tempo_voa.jpg Imagem: Boneco felicidade - josimardesouza.blogspot.com

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Geração Z


Televisão ligada enquanto se estuda para uma prova e fones nos ouvidos ao redigir um trabalho escolar são cenas bem comuns na atualidade entre os jovens nascidos em meados das décadas de 1980 e 1990.
Alguns especialistas os chamam de Geração Z, uma geração que nasceu sob o advento da internet e do boom tecnológico e para eles estas maravilhas da pós-modernidade não são nada estranháveis. Videogames super modernos, computadores cada vez mais velozes e avanços tecnológicos inimagináveis há 25 anos: esta é a rotina dos jovens da Geração Z. Conheça agora um pouco mais sobre esta denominação, seus membros e seus costumes.
Como vive a Geração Z?
Seu mundo é tecnológico e virtual. Para eles é impossível imaginar um mundo sem internet, telefones celulares, computadores, iPods, videogames com gráficos exuberantes, televisores e vídeos em alta definição e cada vez mais novidades neste ramo. Sua vida é regada a muita informação, pois tudo que acontece é noticiado em tempo real e muitas vezes esse volume imenso acaba se tornando obsoleto em pouco tempo.
Geração Z
Se a vida no virtual é fácil e bem desenvolvida, muitas vezes a vida no real é prejudicada pelo não desenvolvimento de habilidades em relacionamentos interpessoais. Vive-se virtualmente aquilo que a realidade não permite. Talvez daí venha o fascínio dos jovens por jogos fantasiosos onde estes podem ser o que quiserem, sem censura ou reprimenda.
Suas características
Aliás, obsolescência é algo bastante comum nos membros desta geração. A rapidez com que os avanços tecnológicos se apresentam atualmente acabaram por condicionar os jovens a deixar de dar valor às coisas rapidamente. Isso começa bem cedo, quando crianças esperam o ano todo para ganhar um brinquedo e depois de dois dias ele já está largado em um canto.
Outra característica marcante da Geração Z são problemas de interação social. Muitos deles sofrem com a falta de expressividade na comunicação verbal, o que acaba por causar diversos problemas principalmente com a Geração Y, anterior a sua. Essa Geração também é marcada pela ausência da capacidade de ser ouvinte.
A Geração Y, por exemplo, acreditava piamente em carreira e estudos formais e muitos se dedicaram fortemente para isso.
A Geração Z é um tanto quanto desconfiada quando o assunto é carreira de sucesso e estudos formais, pois para eles isso é um tanto quanto vago e distante. Segundo especialistas, poderá haver uma “escassez” de médicos e cientistas no mundo pós-2020.
Enfim, essa geração – chamada também de Geração Silenciosa, talvez pelo fato de estarem sempre de fones de ouvido (seja em ônibus, universidades, em casa...), escutarem pouco e falarem menos ainda – pode ser definida como aquela que tende ao egocentrismo, preocupando-se somente consigo mesmo na maioria das vezes.
Problemas?
Ora, assim como todas as gerações anteriores, esta também passará por problemas, principalmente em relação a sua atuação profissional. Sua rapidez de pensamento e incapacidade para a linearidade pode facilitar muito em determinadas áreas, porém em outras que exigem mais seriedade e concentração podem sofrer algumas dificuldades.
Contudo, o amadurecimento que vem com o passar dos anos deve trazer também um senso de responsabilidade a estes jovens (que certo dia deixarão de ser jovens) e passarão a se fixar mais em seus objetivos profissionais.
Dentro da sociedade, a atuação política destes jovens também pode se tornar bastante preocupante, afinal, a enorme quantidade de itens tecnológicos e informações desnecessárias acabam por distrair suas mentes, tornando-os, na maioria das vezes, alheios à vida política de sua comunidade, sua cidade, seu país e o próprio mundo.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Juventude

Frequentemente se diz que os jovens perderam o respeito, os ideais, a meta. Ora, isso não é de hoje; sempre o jovem recebeu uma pecha de arquétipos negativos. Há 5000 anos, no alto nilo, uma pedra recobriu um túmulo egípcio. Nela estava gravada esta frasedesconsolada: "A juventude está se desagregando".
Há uma bela inscrição feita em granito, que se encontra em um jardim em Verona, na Itália:
 
A juventude não se mede pela idade.
Juventude é um estado de espírito que se baseia no querer.
Juventude é a disposição para fantasias, a ponto de transformar em realidade a fantasia.
Juventude é a vitória da disposição contra a acomodação.
Juventude é o gosto pela aventura, superando o amor ao conforto.
Ninguém envelhece simplesmente porque viveu determinado número de anos.
Envelhece aquele que abdica dos ideais.
Assim como o passar dos anos se reflete no organismo, a falta de empolgação se reflete na alma.

Ser jovem pode significar ter 60 ou 70 anos e conservar a admiração pelo belo, pelo fantástico, pelas idéias brilhantes, pela fé nos acontecimentos. Pode significar conservar o desejo insaciável da criança por tudo o que é novo, o instinto pelo que é agradável, pelo lado feliz da vida.
Ser jovem é não perder a capacidade de indignação e de luta. A aceitação passiva de todas as mazelas sociais e políticas é característica de quem perdeu a juventude. O jovem acredita no sonho, na utopia, na transformação da realidade. Ele sofre com a injustiça e clama por tempos melhores. O jovem é simples e tem uma fantástica disposição para a vida sem temer o novo; conserva uma mensagem de grandeza e de força que é peculiar ao ser humano. Essa é a marca de mulheres e homens que entregaram a juventude para grandes causas, a marca dos que não se acovardaram.

(In: Gabriel Chalita. A solução está no afeto, 2001, pág. 35)
Imagem: http://brunocovas45145.com.br/wp-content/uploads/2010/08/a_juventude_pode_mover_o_mundo.jpg


LEMBRANÇAS

Não gosto de falar da infância. É um tempo de coisas boas, mas sempre com pessoas grandes incomodando a gente, estragando os prazeres. Recordando o tempo de criança vejo por lá um excesso de adultos, todos eles, mesmo os mais queridos, ao modo de soldados e policiais do invasor, em pátria ocupada.
Fui rancoroso e revolucionário permanente, então. Já era míope, e nem mesmo eu, ninguém sabia disso. Gostava de estudar sozinho e de brincar de geografia. Mas tempo bom de verdade só começou com a conquista de algum isolamento, com a segurança de poder fechar-me num quarto e fechar a porta. Deitar no chão e imaginar estórias, poemas, romances, botando todo mudo conhecido como personagem, misturando as melhores coisas vistas e ouvidas.
Guimarães Rosa

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A milenar arte de educar dos povos indígenas

Peço licença ao Daniel Munduruku para reproduzir em meu blog o texto por ele escrito e que expressa a mais pura verdade sobre o verdadeiro sentido de Educar. Daniel, parabéns pelo texto ! É uma imersão profunda nas raízes da educação.

Educar é dar sentido. É dar sentido ao nosso estar no mundo. Nossos corpos precisam desse sentido para se realizar plenamente. Mas também nossos corpos são vazios de imagens e elas precisam fazer parte da nossa mente para possamos dar respostas ao que se nos apresenta diuturnamente como desafios da existência. É por isso que não basta dar alimento apenas ao corpo, é preciso também alimentar a alma, o espírito. Sem comida o corpo enfraquece e sem sentido é a alma que se entrega ao vazio da existência.
A educação tradicional entre os povos indígenas se preocupa com esta tríplice necessidade: do corpo, da mente e do espírito. É uma preocupação que entende o corpo como algo prenhe de necessidades para poder se manter vivo.
Esta visão de educação é sustentada pela idéia de que cada ser humano precisa viver intensamente seu momento. A criança indígena é, então, provocada para ser radicalmente criança. Não se pergunta nunca a ela o que pretende ser quando crescer. Ela sabe que nada será se não viver plenamente seu ser infantil. Nada será por que já é. Não precisará esperar crescer para ser alguém. Para ela é apresentado o desafio de viver plenamente seu ser infantil para que depois, quando estiver vivendo outra fase da vida, não se sinta vazia de infância. A ela são oferecidas atividades educativas para que aprenda enquanto brinca e brinque enquanto aprende num processo contínuo que irá fazê-la perceber que tudo faz parte de uma grande teia que se une ao infinito.
Num mesmo movimento ela vai sendo introduzida no universo espiritual. Embalada pelas histórias contadas pelos velhos da aldeia, a criança e o jovem passam a perceber que em seu corpo moram os sentidos da existência. Este sentido é oferecido pela memória ancestral concentrada nos velhos contadores de histórias. São eles que atualizam o passado e o fazem se encontrar com o presente mostrando à comunidade a presença do saber imemorial capaz de dar sentido ao estar no mundo.
Este processo todo é alimentado por rituais que lembram o passado para significar o presente. São movimentos corpóreos embalados por cantos e danças repetidos muitas vezes com o objetivo de “manter o céu suspenso”. A dança lembra a necessidade de sermos gratos aos espíritos criadores; contam que precisamos de sentidos para viver dignamente; ordena a existência. Cada grupo de idade ritualiza a seu modo. Cada um se sente responsável pelo todo, pela unidade, pela continuidade social.
Educar é, portanto, envolver. É revelar. É significar. É mostrar os sentidos da existência. É dar presente. E não acaba quando a pessoa se “forma”. Não existe formatura. Quem vive o presente está sempre em processo.
É por isso que a criança será sempre criança. Plenamente criança. Essa é a garantia de que o jovem será jovem no seu momento. O homem adulto viverá sua fase de vida sem saudades da infância, pois ele a viveu plenamente. O mesmo diga-se dos velhos. O que cada um traz dentro de si é a alegria e as dores que viveram em cada momento. Isso não se apaga de dentro deles, mas é o que os mantém ligados ao agora.
Resumo da ópera: A educação tradicional indígena tem dado certo. As pessoas se sentem completas quando percebem que a completude só é possível num contexto social, coletivo. Cada fase porque passa um indígena – desde a mais tenra idade – alimenta um olhar para o todo, pois o conhecimento que aprendem e vivem é um saber holístico que não se desdobra em mil especialidades, mas compreende o humano como uma unidade integrada a um Todo maior e Único.
Olhar os povos indígenas brasileiros a partir de uma visão rasa de produção, de consumo, de riqueza e pobreza é, no mínimo, esvaziar os sentidos que buscam para si.
Pense nisso.
Daniel Munduruku · Lorena (SP) · 15/5/2009

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Como será o futuro do nosso Brasil ?

O que será do nosso país ? O futuro do Brasil está comprometido, talvez mais comprometido do que o comprometimento que os futuros Administradores, Técnicos, Professores enfim, a todos os possíveis profissionais que poderiam surgir.
Há uma enorme apatia com os jovens que serão os futuros profissionais. Quando estamos no ensino médio, somos cobrados por nossos pais a termos um nível mínimo aceitável de estudos para sermos "alguém" no futuro. Nossos pais insistentemente nos cobravam uma postura perante aos estudos e muitas das vezes eram até rígidos demais. Mas vivíamos sob o "cerrado" pensamento deles e de certa forma "doidos" para concluirmos os estudos para tomar nossas próprias decisões. Até então, nossos pais eram os nossos baluartes e arcavam com nossas despesas de alfabetização. Nos tornamos adultos e resolvemos escolher algo para fazer e não uma profissão. Mediante a enxurrada de informações que nos são lançadas a cada minuto, corrupção, políticos corruptos que não se preocupam com a nação, o governo que trata os educadores com descaso e por aí afora. Mas, mesmo assim, não procuramos o melhor para o nosso futuro e o do país.Ao invés, trabalhamos e depois de um certo tempo resolvemos voltar aos estudos, não para melhorar profissionalmente - mas apenas para ter um diploma! Onde está a postura que nos foi ensinada por nossos país que agora já não podem nos ajudar com seus conselhos pelo simples fato de que:  não damos ouvidos a eles ! Mas , para que escutar seus conselhos ? Agora o custeio dos estudos sou eu que pago ! Ou seja, é o meu dinheiro que estou jogando fora todos os meses fazendo algo que não me dedico, e que levo como uma atividade qualquer - com pouco envolvimento e continuidade.
E a pergunta que  faço é : Como será o futuro de nosso país com essa geração de formandos sem profissão e profissionais sem formação?
Existe um cancioneiro que escreveu uma canção que dizia o seguinte: " Como será o futuro do nosso Brasil ? Surge a pergunta no ar e na alma do povo. Cada vez mais cresce a fome, nas rua o medo. Cada vez menos dinheiro para sobreviver.......homens com tanto poder e nenhum coração. Gente que compra e que vende o moral da nação".
Em qual momento da educação de nossos filhos não mencionamos tudo isso ? Em que momento não dissemos que eles deveriam ser: homens e mulheres íntegros, que deveriam se preocupar com as companhias, que deveriam se afastar de drogas ilícitas e bebidas, que deveriam se dedicar em seus estudos para poderem ser bons profissionais e terem um futuro melhor. Será que teremos ?
A visão que tenho não é de que faltam professores capacitados, faltam sim - alunos comprometidos, profissionais comprometidos! O mundo está cada vez mais competitivo e a única maneira de se destacar é ser um profissional comprometido com suas tarefa, com sua empresa, com sua família. Buscando a todo momento atualizar-se do conteúdo a que lhe interessa, sabendo discernir as informações que lhe agregarão conhecimento daquelas que são meros"Spam ". É ser comprometido com a verdade. É jamais permitir desvio de conduta e falta de caráter. É ser aquilo que o país precisa - profissionais íntegros e alicerçados com fé, razão, força de vontade e determinação. Quem sabe se dedicar mais tempo à preparação, estudo e traçar uma meta alcançável para seu futuro, poderemos ter um futuro. Fica aqui um chamado àqueles jovens que querem compartilhar os desafios da vida lembrando dos ensinamentos de nossos pais e mestres a serem não somente profissionais de elite, mas, cidadãos do bem. É fácil ! Tens professores capacitados e aptos e porque não ávidos a passar-lhes todo o conhecimento adquirido durante anos de luta, basta você levantar a cabeça, descer do pedestal e dizer para você mesmo que : NADA SABE e está pronto para receber todo o conteúdo de uma geração outrora a sua que com dedicação, comprometimento, caráter e amor conseguiu vencer as duras batalhas da vida mas ainda não parou de lutar.
Se liga ! Bons exemplos são para serem seguidos e não, somente admirados.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O Olhar do Educador II


Os alunos não são iguais,
Aquela idéia de classes homogêneas, do professor chegar e falar do mesmo jeito em três turmas diferentes, ensinar a mesma coisa em três turmas diferentes, fazer a mesma prova para Três turmas diferentes, só porque eram da mesma série, isso é coisa do passado.
Qualquer professor consciente, responsável, verdadeiro educador hoje sabe que cada turma é diferente da outra, que em cada turma, cada pessoa é diferente da outra, cada um tem seu jeito de aprender, cada um tem seu jeito de lidar com o conhecimento.
Cada um traz a sua história pessoal, cada um tem suas motivações, cada um tem as suas dificuldades e a dislexia é apenas uma, apenas uma e nada a mais do que isso, uma dificuldade no meio de tantas outras.
Então o olhar......
E o olhar do educador tem que ser como o olhar de um pai que tendo dois, quatro,cinco ou dez filhos, ele sabe que cada um é de um jeito.
Com um ele pode falar mais alto, com outro ele tem que escolher as palavras,
Com um ele pode cobrar com veemência, o outro ele tem que seduzir, tem que cativar,
Outro é mais agitado, o outro mais calmo, um é mais tímido, enfim, o pai quer o melhor para todos e nem por isso ele senta todos na cadeira e dá aulas de vida, e exige as mesmas coisas nos mesmos prazos,
Ele quer que todos cheguem lá, que todos sejam felizes, pessoalmente, profissionalmente....
Mas ele vai tratando cada um......exatamente como são: ÚNICOS !
Cada um de nós pode ser mais útil se aprender olhar as pessoas através da janela ao invés de espelhos.
É só uma questão de olhar.
Prof. Mário Ângelo Braggio