terça-feira, 15 de maio de 2012

Resiliente.....

A psicologia denomina o termo Resiliência como uma capacidade que certas pessoas têm de sofrer fortes pressões ou situações de grande estresse e não quebrar-se emocionalmente. Ser resiliente é uma qualidade e precisa de atitude para enfrentar as pressões e adversidades do cotidiano.
O profissional resiliente não aceita o medo, a tristeza e a raiva. Estes são sentimentos que paralisam a pessoa, impossibilitando-a a uma retomada de ação. Os resilientes são capazes de vencer as dificuldades e os obstáculos, por mais fortes e traumáticos que sejam. Pode ser desde a morte de alguém muito querido, um desemprego inesperado, a separação dos pais, a repetência na escola ou uma catástrofe.
A palavra Resiliência vem do latim RESILIO, que significa “voltar ao normal”.

Ser resiliente é … poder atravessar crises e adversidades sem se deixar abater por elas;
Ser resiliente é … conseguir sair das crises mais forte, embora possa estar ferido;
Ser resiliente é … poder ressignificar o sofrimento e as adversidades e transformá-las em aprendizado para a vida;
Ser resiliente é… poder manter e alimentar a fé e a esperança de que as coisas vão melhorar;
Ser resiliente é… resgatar seus valores e princípios e trazê-los bem perto;
Ser resiliente é… saber que você participa da construção da sua própria história;
Ser resiliente é … buscar apoio e um ombro amigo nas horas difíceis;
Ser resiliente é… olhar a situação de vários ângulos e escolher o melhor ângulo;
Ser resiliente é … enxergar o copo meio cheio e não meio vazio;
Ser resiliente é … resgatar os vínculos significativos da sua história e mantê-los ao seu alcance na memória;
Ser resiliente é … saber que você não é um ser sozinho no mundo, mesmo que possa parecer;
Ser resiliente é … se manter conectado à sua essência e àquilo que realmente importa para você na vida;
Ser resiliente é … ser firme como as montanhas, suave como o vento e maleável como um junco; Ser resiliente é … alimentar a atitude positiva e deixar morrer de fome a atitude negativa;
Ser resiliente é … utilizar o potencial criativo;
Ser resiliente é … acreditar na vida, nas pessoas e em você mesmo;
Ser resiliente é … descobrir recursos e habilidades antes insuspeitados;
Ser resiliente é … olhar pra frente e continuar seguindo adiante, a despeito das dificuldades, crises e adversidades.

http://www.ritaalonso.com.br/?cat=1588

sexta-feira, 30 de março de 2012

Jesus era Peripatético

                       Excelente artigo de Max Geringher ! Extraído do blog de meu amigo Eng. Paulo Leal ( http://descomplicandoaseguranca.blogspot.com.br/)

(Max Geringher)
         Numa  das  empresas  em  que  trabalhei,  eu  fazia  parte  de  um grupo de treinadores voluntários.
       
        Éramos  coordenados pelo chefe de treinamento, o professor Lima, e tínhamos até um lema: 
"Para poder ensinar, antes é preciso aprender" (copiado, se bem me recordo, de  uma  literatura  do Senai).
         Um dia, nos reunimos para discutir a melhor forma  de  ministrar  um curso para cerca de 200 funcionários.
        Estava claro que  o  método  convencional:  botar  todo  mundo  numa sala, não iria funcionar,  já  que  o  professor  insistia  na  necessidade  da interação, impraticável  com  um  público daquele tamanho.
       Como sempre acontece nessas reuniões,  a  imaginação  voou longe do objetivo, até que, lá pelas tantas, uma  colega  propôs  usarmos  um  trecho do Sermão da Montanha como tema do evento.
         E  o  professor,  que  até  ali  estava  meio quieto, respondeu de primeira.
        Aliás, pensou alto:
        - Jesus era peripatético...
      Seguiu-se uma constrangida troca de olhares, mas, antes que o hiato pudesse ser quebrado por alguém com coragem para retrucar a afronta, dona Dirce, a secretária,  interrompeu a reunião para dizer que o gerente de RH precisava falar  urgentemente  com  o  professor.  
       
         E lá se foi ele, deixando a sala à vontade para conspirar.
       - Não  sei  vocês,  mas  eu achei esse comentário de extremo mau gosto, disse a Laura.
     - Eu  nem diria de mau gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo, emendou o Jorge,  para  acrescentar  que  estava  chocado, no que foi amparado por um silêncio geral.
    - Talvez  o  professor  não  queira  misturar religião com treinamento, ponderou o Sales, que era o mais ponderado de todos.
       - Mas eu até vejo uma razão para isso...
       - Que é isso, Sales? Que razão?
       - Bom, para mim, é óbvio que ele é ateu.
       - Não diga!
      - Digo.  Quer  dizer,  é  um  direito  dele.  Mas  daí  a  desrespeitar a religiosidade alheia...
     Cheios  de fúria, malhamos o professor durante uns dez minutos e, quando já estávamos sentenciando à fogueira eterna, ele retornou. Mas nem percebeu a hostilidade. Já entrou falando:
      - Então, como ia dizendo, podíamos montar várias salas separadas e colocar umas  20 pessoas em cada uma. É verdade que cada treinador teria de repetir a  mesma  apresentação  várias vezes, mas... 
     
       Por que vocês estão me olhando desse jeito?
     - Bom, falando em nome do grupo, professor, essa coisa aí de peripatético, veja bem...
       - Certo!  Foi  daí  que  me  veio  a idéia. Jesus se locomovia para fazer pregações,  como  os  filósofos gregos também faziam, ao orientar seus discípulos.

       Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico...  Mas  que  cara  é  essa?
      - Peripatético  quer dizer "o que ensina caminhando".
     E  nós ali, encolhidos de vergonha. Bastaria um de nós ter tido a humildade de  confessar  que  desconhecia a palavra que o resto concordaria e tudo se resolveria  com  uma simples ida ao dicionário. Isto é, para poder ensinar, antes era preciso aprender. Finalmente, aprendemos duas coisas.
A primeira é: o fato de todos estarem de acordo não transforma o  falso  em verdadeiro.

E  a  segunda é: que a sabedoria tende a provocar discórdias.
Mas a ignorância é quase sempre unânime.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O que é solidão ?


Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo......Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhars pensamentos...
Isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário
que o destino nos impõe compulsoriamente
para que revejamos a nossa vida...
Isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos
de nós mesmos e procuramos em vão
pela nossa alma...
Chico Buarque!

imagem: google imagens


domingo, 8 de janeiro de 2012

Dualidades sobre o AMOR

Este é o meu primeiro Post de 2012 e nele gostaria de fazer uma pequena analogia entre memória e amor. Parte é um texto científico, a outra são de experiências vividas.



› Memória de curto prazo – esta memória é reversível e temporária, processando os dados que se utilizam de forma consciente para responder aos problemas com que nos deparamos. Ao decorrer um mecanismo fisiológico, por exemplo, um impulso electroquímico, gera-se um impulso sináptico, que pode manter vivo um traço da memória por um período de tempo limitado. Por isso, a memória de curto prazo é pouco relevante para a aprendizagem.
Atualmente, divide-se a memória de curto prazo em dois outros tipos de memória: a memória de extensão e a memória de trabalho. A extensão é a capacidade instantânea para fixar informações, sendo utilizada, por exemplo, para repetir três números que acabámos de ouvir. No entanto, para referir os números pela ordem inversa, já é necessário um processamento que se inscreve na memória de trabalho. A memória de trabalho permite-nos conversar e compor as frases enquanto estamos a falar, responder a uma pergunta antes de nos esquecermos do conteúdo da mesma, raciocinar e fazer cálculos mentais no momento da ação.

› Memória de longo prazo - esta memória constante depende essencialmente das transformações ocorridas na estrutura química ou física dos neurónios, permitindo “arquivar” as percepções, os sentimentos e as ações do passado.
Normalmente, os cientistas dividem a memória de longo prazo em dois tipos: declarativa/explícita (coisas sobre as quais sabemos ter lembrança, como a cor do nosso carro) e não-declarativa/implícita (coisas que sabemos, mas nas quais não pensamos de forma consciente, como andar de bicicleta).

A memória a curto prazo e a memória a longo prazo são comparáveis às memórias do computador. A memória a curto prazo corresponderia à memória RAM, dado que a informação se perde quando o computador é desligado e tem uma capacidade menor. Por outro lado, a memória a longo prazo é comparável ao disco rígido, pois a informação é guardada até ser excluída para deixar “espaço” livre e tem uma capacidade muito superior.]
Quando amamos acontece a mesma coisa. Usamos a memória a curto prazo para armazenar algumas injúrias e desentendimentos ocorridos no dia-a-dia e as apagamos quando recebemos um afeto, carinho ou uma demonstração de amor.
Porém, quando a relação se acaba, recorremos a memória a longo prazo não raciocinando coerentemente, mantendo as lembranças dos bons e maus momentos avivadas . Como a capacidade de armazenamento é muito superior, sofremos de modo exacerbado pois na verdade não as queremos deletá-las e deixar espaço livre para novas relações. Com isso, não nos permitimos amar novamente, reviver emoções e ser felizes.
Não podemos simplesmente fazer com nossas memórias assim como fazemos com nosso computador, identificamos o que queremos excluir e clicamos com o mouse e simplesmente deletamos. O nosso OPERADOR está acima das coisas terrenas. Só ELE pode inserir ou deletar "arquivos" em nossa memória. Só ELE nós dá a capacidade suprema de aprendermos cada vez mais com nossas decisões, erros e acertos.
Obrigado ao maior de todos os programadores ! Obrigado DEUS por fazer de mim um instrumento de aprendizado e difusão de seu amor. Obrigado por mais um ano de vida .