A psicologia denomina o termo Resiliência como uma capacidade que certas pessoas têm de sofrer fortes pressões ou situações de grande estresse e não quebrar-se emocionalmente. Ser resiliente é uma qualidade e precisa de atitude para enfrentar as pressões e adversidades do cotidiano.
O profissional resiliente não aceita o medo, a tristeza e a raiva. Estes são sentimentos que paralisam a pessoa, impossibilitando-a a uma retomada de ação. Os resilientes são capazes de vencer as dificuldades e os obstáculos, por mais fortes e traumáticos que sejam. Pode ser desde a morte de alguém muito querido, um desemprego inesperado, a separação dos pais, a repetência na escola ou uma catástrofe.
A palavra Resiliência vem do latim RESILIO, que significa “voltar ao normal”.
Ser resiliente é … poder atravessar crises e adversidades sem se deixar abater por elas;
Ser resiliente é … conseguir sair das crises mais forte, embora possa estar ferido;
Ser resiliente é … poder ressignificar o sofrimento e as adversidades e transformá-las em aprendizado para a vida;
Ser resiliente é… poder manter e alimentar a fé e a esperança de que as coisas vão melhorar;
Ser resiliente é… resgatar seus valores e princípios e trazê-los bem perto;
Ser resiliente é… saber que você participa da construção da sua própria história;
Ser resiliente é … buscar apoio e um ombro amigo nas horas difíceis;
Ser resiliente é… olhar a situação de vários ângulos e escolher o melhor ângulo;
Ser resiliente é … enxergar o copo meio cheio e não meio vazio;
Ser resiliente é … resgatar os vínculos significativos da sua história e mantê-los ao seu alcance na memória;
Ser resiliente é … saber que você não é um ser sozinho no mundo, mesmo que possa parecer;
Ser resiliente é … se manter conectado à sua essência e àquilo que realmente importa para você na vida;
Ser resiliente é … ser firme como as montanhas, suave como o vento e maleável como um junco; Ser resiliente é … alimentar a atitude positiva e deixar morrer de fome a atitude negativa;
Ser resiliente é … utilizar o potencial criativo;
Ser resiliente é … acreditar na vida, nas pessoas e em você mesmo;
Ser resiliente é … descobrir recursos e habilidades antes insuspeitados;
Ser resiliente é … olhar pra frente e continuar seguindo adiante, a despeito das dificuldades, crises e adversidades.
http://www.ritaalonso.com.br/?cat=1588
Ser Pensante - by André Garcia
" O importante é não estar aqui ou ali, mas SER. E ser é uma ciência feita de pequenas e grandes observações do cotidiano dentro e fora da pessoa. Quando não executamos essas observações, não chegamos a ser; apenas estamos desaparecendo." Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 15 de maio de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
Jesus era Peripatético
Excelente artigo de Max Geringher ! Extraído do blog de meu amigo Eng. Paulo Leal ( http://descomplicandoaseguranca.blogspot.com.br/)
(Max Geringher)
Numa das
empresas em que trabalhei, eu fazia
parte de um grupo de treinadores voluntários.
Éramos coordenados pelo
chefe de treinamento, o professor Lima, e tínhamos até um lema:
"Para poder ensinar, antes é preciso aprender" (copiado, se bem
me recordo, de uma literatura do Senai).
Um dia, nos reunimos para
discutir a melhor forma de ministrar um curso para cerca de
200 funcionários.
Estava claro que o
método convencional: botar todo mundo numa sala,
não iria funcionar, já que o professor
insistia na necessidade da interação, impraticável
com um público daquele tamanho.
Como sempre acontece nessas
reuniões, a imaginação voou longe do objetivo, até que, lá
pelas tantas, uma colega propôs usarmos um trecho
do Sermão da Montanha como tema do evento.
E o professor,
que até ali estava meio quieto, respondeu de primeira.
Aliás, pensou alto:
- Jesus era peripatético...
Seguiu-se uma constrangida troca
de olhares, mas, antes que o hiato pudesse ser quebrado por alguém com coragem
para retrucar a afronta, dona Dirce, a secretária, interrompeu a reunião
para dizer que o gerente de RH precisava falar urgentemente
com o professor.
E lá se foi ele, deixando a sala à vontade
para conspirar.
- Não sei
vocês, mas eu achei esse comentário de extremo mau gosto, disse a
Laura.
- Eu nem diria de mau
gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo, emendou o Jorge, para
acrescentar que estava chocado, no que foi amparado por um
silêncio geral.
- Talvez o
professor não queira misturar religião com treinamento, ponderou
o Sales, que era o mais ponderado de todos.
- Mas eu até vejo uma razão para
isso...
- Que é isso, Sales? Que razão?
- Bom, para mim, é óbvio que ele
é ateu.
- Não diga!
- Digo. Quer
dizer, é um direito dele. Mas daí
a desrespeitar a religiosidade alheia...
Cheios de fúria, malhamos o
professor durante uns dez minutos e, quando já estávamos sentenciando à
fogueira eterna, ele retornou. Mas nem percebeu a hostilidade. Já entrou
falando:
- Então, como ia dizendo,
podíamos montar várias salas separadas e colocar umas 20 pessoas em cada
uma. É verdade que cada treinador teria de repetir a mesma
apresentação várias vezes, mas...
Por que vocês estão me olhando desse
jeito?
- Bom, falando em nome do grupo,
professor, essa coisa aí de peripatético, veja bem...
- Certo! Foi
daí que me veio a idéia. Jesus se locomovia para fazer
pregações, como os filósofos gregos também faziam, ao
orientar seus discípulos.
Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico... Mas que cara é essa?
Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico... Mas que cara é essa?
- Peripatético quer dizer
"o que ensina caminhando".
E nós ali, encolhidos de
vergonha. Bastaria um de nós ter tido a humildade de confessar
que desconhecia a palavra que o resto concordaria e tudo se
resolveria com uma simples ida ao dicionário. Isto é, para poder ensinar,
antes era preciso aprender. Finalmente, aprendemos duas coisas.
A primeira é: o fato
de todos estarem de acordo não transforma o falso em verdadeiro.
E a segunda é: que a
sabedoria tende a provocar discórdias.
Mas a ignorância é quase sempre
unânime.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
O que é solidão ?
Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo......Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhars pensamentos...
Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário
que o destino nos impõe compulsoriamente
para que revejamos a nossa vida...
Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos
de nós mesmos e procuramos em vão
pela nossa alma...Chico Buarque!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhars pensamentos...
Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário
que o destino nos impõe compulsoriamente
para que revejamos a nossa vida...
Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos
de nós mesmos e procuramos em vão
pela nossa alma...Chico Buarque!
imagem: google imagens
domingo, 8 de janeiro de 2012
Dualidades sobre o AMOR
Este é o meu primeiro Post de 2012 e nele gostaria de fazer uma pequena analogia entre memória e amor. Parte é um texto científico, a outra são de experiências vividas.

› Memória de longo prazo - esta memória constante depende essencialmente das transformações ocorridas na estrutura química ou física dos neurónios, permitindo “arquivar” as percepções, os sentimentos e as ações do passado.
Normalmente, os cientistas dividem a memória de longo prazo em dois tipos: declarativa/explícita (coisas sobre as quais sabemos ter lembrança, como a cor do nosso carro) e não-declarativa/implícita (coisas que sabemos, mas nas quais não pensamos de forma consciente, como andar de bicicleta).

› Memória de curto prazo –
esta memória é reversível e temporária, processando os dados que se utilizam de
forma consciente para responder aos problemas com que nos deparamos. Ao
decorrer um mecanismo fisiológico, por exemplo, um impulso electroquímico,
gera-se um impulso sináptico, que pode manter vivo um traço da memória por um
período de tempo limitado. Por isso, a memória de curto prazo é pouco relevante
para a aprendizagem.
Atualmente, divide-se a memória de curto prazo em dois outros tipos de memória: a memória de extensão e a memória de trabalho. A extensão é a capacidade instantânea para fixar informações, sendo utilizada, por exemplo, para repetir três números que acabámos de ouvir. No entanto, para referir os números pela ordem inversa, já é necessário um processamento que se inscreve na memória de trabalho. A memória de trabalho permite-nos conversar e compor as frases enquanto estamos a falar, responder a uma pergunta antes de nos esquecermos do conteúdo da mesma, raciocinar e fazer cálculos mentais no momento da ação.
Atualmente, divide-se a memória de curto prazo em dois outros tipos de memória: a memória de extensão e a memória de trabalho. A extensão é a capacidade instantânea para fixar informações, sendo utilizada, por exemplo, para repetir três números que acabámos de ouvir. No entanto, para referir os números pela ordem inversa, já é necessário um processamento que se inscreve na memória de trabalho. A memória de trabalho permite-nos conversar e compor as frases enquanto estamos a falar, responder a uma pergunta antes de nos esquecermos do conteúdo da mesma, raciocinar e fazer cálculos mentais no momento da ação.
› Memória de longo prazo - esta memória constante depende essencialmente das transformações ocorridas na estrutura química ou física dos neurónios, permitindo “arquivar” as percepções, os sentimentos e as ações do passado.
Normalmente, os cientistas dividem a memória de longo prazo em dois tipos: declarativa/explícita (coisas sobre as quais sabemos ter lembrança, como a cor do nosso carro) e não-declarativa/implícita (coisas que sabemos, mas nas quais não pensamos de forma consciente, como andar de bicicleta).
› A memória a curto prazo e a memória a longo prazo são comparáveis às
memórias do computador. A memória a curto prazo corresponderia à memória RAM,
dado que a informação se perde quando o computador é desligado e tem uma
capacidade menor. Por outro lado, a memória a longo prazo é comparável ao disco
rígido, pois a informação é guardada até ser excluída para deixar “espaço”
livre e tem uma capacidade muito superior.]
Quando amamos acontece a mesma coisa. Usamos a memória a curto prazo para armazenar algumas injúrias e desentendimentos ocorridos no dia-a-dia e as apagamos quando recebemos um afeto, carinho ou uma demonstração de amor.
Porém, quando a relação se acaba, recorremos a memória a longo prazo não raciocinando coerentemente, mantendo as lembranças dos bons e maus momentos avivadas . Como a capacidade de armazenamento é muito superior, sofremos de modo exacerbado pois na verdade não as queremos deletá-las e deixar espaço livre para novas relações. Com isso, não nos permitimos amar novamente, reviver emoções e ser felizes.
Não podemos simplesmente fazer com nossas memórias assim como fazemos com nosso computador, identificamos o que queremos excluir e clicamos com o mouse e simplesmente deletamos. O nosso OPERADOR está acima das coisas terrenas. Só ELE pode inserir ou deletar "arquivos" em nossa memória. Só ELE nós dá a capacidade suprema de aprendermos cada vez mais com nossas decisões, erros e acertos.
Obrigado ao maior de todos os programadores ! Obrigado DEUS por fazer de mim um instrumento de aprendizado e difusão de seu amor. Obrigado por mais um ano de vida .
Imagem: google imagens/ memórias
http://cerebro.weebly.com/evocaccedilatildeo-temporal-memoacuteria.html
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