quarta-feira, 18 de julho de 2012

Analfabetismo Funcional

Já passei por algumas situações relacionadas ao Deficit de aprendizagem que técnicamente é denominado de Analfabetismo Funcional. Eu, particularmente prefiro adotar o termo "deficit de aprendizagem". Voltando ao assunto, vejo inúmeros alunos que,  ao receber professores com nível pós universitário e de "palavras" que não são acessíveis a maioria, tomam essa situação como algo surreal e de difícil assimilação. Esse texto abaixo é de excelente reflexão para todos.

UNESCO define analfabeto funcional como toda pessoa que sabe escrever seu próprio nome, assim como lê e escreve frases simples, efetua cálculos básicos, porém é incapaz de interpretar o que lê e de usar a leitura e a escrita em atividades cotidianas, impossibilitando seu desenvolvimento pessoal e profissional. Ou seja, o analfabeto funcional não consegue extrair o sentido das palavras, colocar idéias no papel por meio da escrita, nem fazer operações matemáticas mais elaboradas.
No Brasil, o índice de analfabetismo funcional é medido entre as pessoas com mais de 20 anos que não completaram quatro anos de estudo formal. O conceito, porém, varia de acordo com o país . Na Polônia e no Canadá, por exemplo, é considerado analfabeto funcional a pessoa que possui menos de 8 anos de escolaridade.
Segundo a Declaração Mundial sobre Educação para Todos, mais de 960 milhões de adultos são analfabetos, sendo que mais de 1/3 dos adultos do mundo não têm acesso ao conhecimento impresso e às novas tecnologias que poderiam melhorar a qualidade de vida e ajudá-los a adaptar-se às mudanças sociais e culturais.
De acordo com esta declaração, o analfabetismo funcional é um problema significativo em todos os países industrializados e em desenvolvimento. No Brasil, 75% das pessoas entre 15 e 64 anos não conseguem ler, escrever e calcular plenamente. Esse número inclui os 68% considerados analfabetos funcionais e os 7% considerados analfabetos absolutos, sem qualquer habilidade de leitura ou escrita. Apenas 1 entre 4 brasileiros consegue ler, escrever e utilizar essas habilidades para continuar aprendendo.
Mas como resolver essa situação? Como baixar esses números alarmantes? Sem dúvida nenhuma que a educação é o caminho. Alfabetizar mais crianças com melhor qualidade. Essa é a questão: qualidade e não quantidade.
Infelizmente, hoje vemos que o Brasil optou pela quantidade a qualquer custo.
E o resultado disso é a enorme quantidade de analfabetos funcionais com diploma. O nosso país deveria se esforçar em alfabetizar com qualidade. Não é aumentando para 9 anos o Ensino Fundamental que a qualidade do ensino irá melhorar.
Também não é ampliando o horário escolar que teremos o problema resolvido.
Se os alunos não forem incentivados à leitura, a atividades que trabalhem com inteligência, pensamento lógico e capacidade de relacionar temas diferentes, nenhum esforço do governo será válido.
Também não devemos nos esquecer dos professores. Melhoria nos cursos de formação dos docentes, remuneração adequada, capacitação continuada, etc. Dá trabalho, é verdade, mas o investimento na qualidade da educação é a única forma capaz de reverter esse quadro educacional brasileiro tão triste!!
(Referência: INAF – Indicador de Analfabetismo Funcional)

domingo, 8 de julho de 2012

O Valioso tempo dos maduros

Tempo de refletir sobre os dias atuais, amizades, filhos, trabalho. Enfim, refletir sobre a vida. Estou postando novamente este texto delicioso............



Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.
'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta comtriunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade,

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Resiliente.....

A psicologia denomina o termo Resiliência como uma capacidade que certas pessoas têm de sofrer fortes pressões ou situações de grande estresse e não quebrar-se emocionalmente. Ser resiliente é uma qualidade e precisa de atitude para enfrentar as pressões e adversidades do cotidiano.
O profissional resiliente não aceita o medo, a tristeza e a raiva. Estes são sentimentos que paralisam a pessoa, impossibilitando-a a uma retomada de ação. Os resilientes são capazes de vencer as dificuldades e os obstáculos, por mais fortes e traumáticos que sejam. Pode ser desde a morte de alguém muito querido, um desemprego inesperado, a separação dos pais, a repetência na escola ou uma catástrofe.
A palavra Resiliência vem do latim RESILIO, que significa “voltar ao normal”.

Ser resiliente é … poder atravessar crises e adversidades sem se deixar abater por elas;
Ser resiliente é … conseguir sair das crises mais forte, embora possa estar ferido;
Ser resiliente é … poder ressignificar o sofrimento e as adversidades e transformá-las em aprendizado para a vida;
Ser resiliente é… poder manter e alimentar a fé e a esperança de que as coisas vão melhorar;
Ser resiliente é… resgatar seus valores e princípios e trazê-los bem perto;
Ser resiliente é… saber que você participa da construção da sua própria história;
Ser resiliente é … buscar apoio e um ombro amigo nas horas difíceis;
Ser resiliente é… olhar a situação de vários ângulos e escolher o melhor ângulo;
Ser resiliente é … enxergar o copo meio cheio e não meio vazio;
Ser resiliente é … resgatar os vínculos significativos da sua história e mantê-los ao seu alcance na memória;
Ser resiliente é … saber que você não é um ser sozinho no mundo, mesmo que possa parecer;
Ser resiliente é … se manter conectado à sua essência e àquilo que realmente importa para você na vida;
Ser resiliente é … ser firme como as montanhas, suave como o vento e maleável como um junco; Ser resiliente é … alimentar a atitude positiva e deixar morrer de fome a atitude negativa;
Ser resiliente é … utilizar o potencial criativo;
Ser resiliente é … acreditar na vida, nas pessoas e em você mesmo;
Ser resiliente é … descobrir recursos e habilidades antes insuspeitados;
Ser resiliente é … olhar pra frente e continuar seguindo adiante, a despeito das dificuldades, crises e adversidades.

http://www.ritaalonso.com.br/?cat=1588

sexta-feira, 30 de março de 2012

Jesus era Peripatético

                       Excelente artigo de Max Geringher ! Extraído do blog de meu amigo Eng. Paulo Leal ( http://descomplicandoaseguranca.blogspot.com.br/)

(Max Geringher)
         Numa  das  empresas  em  que  trabalhei,  eu  fazia  parte  de  um grupo de treinadores voluntários.
       
        Éramos  coordenados pelo chefe de treinamento, o professor Lima, e tínhamos até um lema: 
"Para poder ensinar, antes é preciso aprender" (copiado, se bem me recordo, de  uma  literatura  do Senai).
         Um dia, nos reunimos para discutir a melhor forma  de  ministrar  um curso para cerca de 200 funcionários.
        Estava claro que  o  método  convencional:  botar  todo  mundo  numa sala, não iria funcionar,  já  que  o  professor  insistia  na  necessidade  da interação, impraticável  com  um  público daquele tamanho.
       Como sempre acontece nessas reuniões,  a  imaginação  voou longe do objetivo, até que, lá pelas tantas, uma  colega  propôs  usarmos  um  trecho do Sermão da Montanha como tema do evento.
         E  o  professor,  que  até  ali  estava  meio quieto, respondeu de primeira.
        Aliás, pensou alto:
        - Jesus era peripatético...
      Seguiu-se uma constrangida troca de olhares, mas, antes que o hiato pudesse ser quebrado por alguém com coragem para retrucar a afronta, dona Dirce, a secretária,  interrompeu a reunião para dizer que o gerente de RH precisava falar  urgentemente  com  o  professor.  
       
         E lá se foi ele, deixando a sala à vontade para conspirar.
       - Não  sei  vocês,  mas  eu achei esse comentário de extremo mau gosto, disse a Laura.
     - Eu  nem diria de mau gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo, emendou o Jorge,  para  acrescentar  que  estava  chocado, no que foi amparado por um silêncio geral.
    - Talvez  o  professor  não  queira  misturar religião com treinamento, ponderou o Sales, que era o mais ponderado de todos.
       - Mas eu até vejo uma razão para isso...
       - Que é isso, Sales? Que razão?
       - Bom, para mim, é óbvio que ele é ateu.
       - Não diga!
      - Digo.  Quer  dizer,  é  um  direito  dele.  Mas  daí  a  desrespeitar a religiosidade alheia...
     Cheios  de fúria, malhamos o professor durante uns dez minutos e, quando já estávamos sentenciando à fogueira eterna, ele retornou. Mas nem percebeu a hostilidade. Já entrou falando:
      - Então, como ia dizendo, podíamos montar várias salas separadas e colocar umas  20 pessoas em cada uma. É verdade que cada treinador teria de repetir a  mesma  apresentação  várias vezes, mas... 
     
       Por que vocês estão me olhando desse jeito?
     - Bom, falando em nome do grupo, professor, essa coisa aí de peripatético, veja bem...
       - Certo!  Foi  daí  que  me  veio  a idéia. Jesus se locomovia para fazer pregações,  como  os  filósofos gregos também faziam, ao orientar seus discípulos.

       Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico...  Mas  que  cara  é  essa?
      - Peripatético  quer dizer "o que ensina caminhando".
     E  nós ali, encolhidos de vergonha. Bastaria um de nós ter tido a humildade de  confessar  que  desconhecia a palavra que o resto concordaria e tudo se resolveria  com  uma simples ida ao dicionário. Isto é, para poder ensinar, antes era preciso aprender. Finalmente, aprendemos duas coisas.
A primeira é: o fato de todos estarem de acordo não transforma o  falso  em verdadeiro.

E  a  segunda é: que a sabedoria tende a provocar discórdias.
Mas a ignorância é quase sempre unânime.