" O importante é não estar aqui ou ali, mas SER. E ser é uma ciência feita de pequenas e grandes observações do cotidiano dentro e fora da pessoa. Quando não executamos essas observações, não chegamos a ser; apenas estamos desaparecendo." Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 13 de outubro de 2009
A arte da guerra - Sun Tzu
" Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo e nem a si mesmo, perderá todas as batalhas ......"
Noções de Liderança - Sun Tzu
Se, ao treinar soldados, as ordens forem diariamente reforçadas, o exército será bem disciplinado; do contrário, sua indisciplina será nefasta.Se um general demonstra confiança em seus soldados, mas insiste sempre em que suas ordens sejam obedecidas, a vantagem será mútua. A arte de dar ordens não é procurar retificar pequenos erros nem ser dominado por pequenas dúvidas. A vacilação e a meticulosidade exagerada são os meios mais eficazes de solapar a confiança de um exército.
A Arte da Guerra - Sun Tzu
sábado, 10 de outubro de 2009
Iconoclasta
O termo iconoclasta deriva do grego eikonoklástes - aquele que destrói ícones. Sua origem está atrelada ao dogma religioso presente nos Dez Mandamentos, segundo o qual as pessoas não devem adorar imagens. Modernamente a palavra é empregada num sentido mais amplo, identificando aquelas pessoas que quebram regras, paradigmas, que fazem coisas que os outros dizem que não podem ser feitas. Esse é o tema do ótimo Iconoclast: a neuroscientist reveals how to think differently (Harvard Business Press, 2008).
O primeiro deles - na verdade acredito que haja uma seqüência lógica, onde um leva ao outro - diz respeito à forma como percebemos o mundo à nossa volta. Em nossa jornada evolutiva, a vida adquiriu extrema complexidade onde lidar com as tarefas do dia-a-dia tornou-se um incessante desafio. Sozinho na tarefa de coordenar nossas ações enquanto nos mantém vivos, o cérebro vale-se de engenhosas artimanhas na tentativa de simplificar algumas dessas atividades.
Para trabalhar de forma eficiente - pois a quantidade de energia do corpo humano é limitada - o cérebro vale-se de atalhos. Ao deparar-se com o desafio de interpretar estímulos físicos originados nos cinco sentidos, ele busca maneiras de diminuir o esforço em identificá-los. Isto é conseguido através da associação desse estímulo com algo que já vimos antes (ou ouvimos, cheiramos etc.), com alguma experiência anterior.
Como todos temos várias experiências anteriores, o cérebro precisará decidir com qual ele irá associar aquilo que está percebendo no momento. Trata-se, assim, de um problema de interpretação. Considerando que tudo pode ter múltiplas interpretações, aquela que o cérebro escolhe representa, então, sua melhor opção. Essa escolha baseia-se, por sua vez, num encaixe quase estatístico que mostra a maior adequação de uma interpretação em relação à outra, dentro de uma das muitas categorias que ele tem armazenadas em seu vasto repositório de informações: a memória.
A percepção responde, assim, por boa parte da complexidade desse desafio, pois o modo como percebemos as coisas não é apenas um resultado do que nossos olhos e/ou ouvidos transmitem ao cérebro. Mais do que a realidade física de fótons ou ondas sonoras, a percepção é um produto do cérebro.
A figura ao lado, conhecida como Triângulo de Kanizsa , representa
um ótimo exemplo disso. Apesar de não haver um triângulo branco no
centro dela, você é capaz de enxergá-lo nitidamente, pois é a coisa
mais parecida com que o seu cérebro consegue fazer uma
rápida associação - a menos que você tenha sido um jovem na década de
1980 e passado longas horas em frente a um Atari jogando Pac-Man...
Se esse processo nos permite perceber e avaliar as coisas com mais rapidez e eficiência, por outro ela pode limitar nossas possibilidades
de enxergar a realidade, no sentido mais amplo do termo. Isso ocorre
pois a pessoa cujas experiências passadas forem pouco variadas, terá
menos alternativas para entender e classificar aquilo que seus sentidos
capturam.
A percepção é construída, portanto, através de um processo de aprendizagem que não está irrevogavelmente pregado ao cérebro. Ela é adquirida através da experiência e, sendo assim, pode ser constantemente reaprendida.
Mas como órgão preguiçoso que é, o cérebro só muda se for obrigado a
isso. Para tal ele precisa ser constantemente forçado a reaprender ao
ser confrontado com algo novo, pois novidade equivale a aprendizado, e
aprendizado significa reescrever fisicamente o cérebro.
Para reduzir os limitantes efeitos das experiências passadas em nossa percepção o ideal é bombardear o cérebro
com realidades diferentes, idéias novas, conceitos inéditos. Novidades
liberam os processos de percepção das amarras de antigas experiências e
forçam o cérebro a improvisar julgamentos.
Essa afinidade do iconoclasta com o novo
confere-lhe, assim, um enorme poder de renovação e ampliação das
categorias armazenadas em seu cérebro. Isso permite que um número muito
maior de associações possa ser feito e mais interpretações tornem-se
possíveis.
Resumidamente, a aguçada curiosidade
de um iconoclasta haverá de permitir-lhe expôr-se a um número muito
maior de estímulos que, por sua vez, criarão e enriquecerão seu
repositório de experiências. Com esse fabuloso arcabouço teórico,
prático e estético, o iconoclasta torna-se apto a questionar padrões,
buscar novas realidades, propôr mudanças, destruir crenças e criar um
mundo diferente do qual as pessoas acreditam.
O problema com a novidade, contudo, é que ela está fora da zona de conforto
da maioria de nós. Nem todo mundo sente-se à vontade ao sair de seu
mundo particular e conhecido, para embrenhar-se por caminhos onde nunca
esteve antes. O novo desperta o medo. E é exatamente a forma
como o iconoclasta se relaciona com seu próprio medo que torna-o tão
especial. Essa é a segunda característica do iconoclasta abordada por
Berns.
http://rodolfo.typepad.com/no_posso_evitar/2009/01/iconoclasta.html
Mandela - Reflexões
Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende, isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria liguagem, você atinge seu coração."
Nosso medo mais profundo não é que sejamos inadequados. Nosso medo mais profundo é que sejamos poderosos demais. É nossa sabedoria, não nossa ignorância, o que mais nos apavora. Perguntamo-nos: 'Quem sou eu para ser brilhante, belo, talentoso, fabuloso?' Na verdade, por que você não seria? Você é um filho de Deus. Seu medo não serve ao mundo. Não há nada de iluminado em se diminuir para que outras pessoas não se sintam inseguras perto de você. Nascemos para expressar a glória de Deus que há em nós. Ela não está em apenas alguns de nós; está em todas as pessoas. E quando deixamos que essa nossa luz brilhe, inconscientemente permitimos que outras pessoas façam o mesmo. Quando nos libertamos de nosso medo, nossa presença automaticamente liberta as outras pessoas.
BONDADENinguém nasce odiando outra pessoa
pela cor de sua pele,
ou por sua origem, ou sua religião.
Para odiar, as pessoas precisam aprender,
e se elas aprendem a odiar,
podem ser ensinadas a amar,
pois o amor chega mais naturalmente
ao coração humano do que o seu oposto.
A bondade humana é uma chama que pode ser oculta,
jamais extinta.
Não há nada como regressar a um lugar que está igual para descobrir o quanto a gente mudou.
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