terça-feira, 30 de novembro de 2010

Etnozoneamento da Terra Indígena Mamoadate

Fragmentos

Hoje é um bom dia ! É um dia de festa !
Livrei-me das amarras do tempo ! da opressão !
Fui, vi, lutei, combatí e VENCÍ !
Aquele que se reveste da armadura de DEUS jamais será derrotado na batalha!

Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço, foi muito feliz quando fez um paralelo entre os ensinamentos de Jesus e a psicologia. Vejamos o que ele nos traz, na interpretação das Bem-aventuranças (Mateus 5:3-10).
1. Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes aqueles que têm consciência de sua pobreza espiritual e que buscam humildemente aquilo que necessitam.
2. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Os que choram se encontram envolvidos num processo de crescimento. Eles serão consolados quando o valor projetado, perdido, for recuperado no interior do psique.
3. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. Essa mansidão está relacionada ao Ego, que precisa ser trabalhado, essa atitude é afortunada, pois o ego está pronto para receber ensinamentos e aberto às novas considerações que podem levar a uma rica herança. Herdar a terra significa adquirir uma consciência em saber se relacionar ao todo ou de ter uma participação pessoal no todo.
4. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Trata-se de um principio orientador interior, de caráter objetivo, que traz um sentimento de realizações do Ego que o busca com fome. A justiça de estar vivendo de acordo com a verdadeira e real necessidade interior.
5. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Se o Ego é misericordioso, ele receberá misericórdia do íntimo.
6. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. A pureza ou a limpeza podem significar um estado do Ego, livre da contaminação de conteúdo ou motivações do inconsciente. Aquele que é consciente é puro, porque é consciente de que seu erro abre uma porta para experimentar a sua própria essência.
7. Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados de filhos de Deus. O papel apropriado do Ego é mediar entre as partes oponentes aos conflitos intra-psíquicos internos.
8. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. O Ego precisa suportar a dor e o sofrimento, sem sucumbir ao amargor e ao ressentimento, para relacionar-se à lei interna objetiva.
Yung nos mostra através dessa correlação entre os ensinamentos de Jesus e a psique humana que o principal ponto das Bem-aventuranças entendidas psicologicamente é a exaltação do Ego não inflado, um Ego humilde.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O que respeitamos uns nos outros ?

Com certeza as pessoas precisam ser apreciadas e respeitadas por aquilo que são, em todos os aspectos da natureza humana. Mas respeitar e confiar uns nos outros como companheiros de jornada, companheiros de busca, oferece à nossa vida moderna um significado totalmente novo de confiança e respeito.
Sem esse tipo de respeito e de confiança, não existe a felicidade porque não se está baseado na felicidade completa. Precisamos ser respeitados como homens e mulheres, como mães ou pais, e por aquilo que aprendemos e praticamos nas nossas atividades de vida, nos nossos empregos ou carreiras; precisamos ser respeitados com seres humanos, sem complicadas justificativas filosóficas ou teológicas. Somos seres humanos; devemos nos respeitar uns aos outros; quer estejamos cientes ou não, a voz da consciência está sempre nos dizendo isso. E a confiança está no cerne do respeito - não uma confiança em algo mais elevado que pode agir sobre os seres humanos, acima e além das necessidades e dos desejos pessoais - a confiança no ser humano ou, como nas palavras de Nietzsche, " no aminal que pode fazer promessas".
Mas Nietzsche também poderia ter dito: " o ser humano é o animal que também pode quebrar promessas". Isso porque vemos que não podemos confiar uns nos outros além de um determinado ponto. Isso é fato. Assim, ao longo de nossas vidas, o nosso sentido mútuo continuamente será dual: respeitamos uns aos outros, mas ao mesmo tempo monitoramos continuamente o nível de confiança que podemos depositar uns nos outros considerando-se como realmente somos. Eu respeito a sua divindade; eu desconfio dos seus demônios. Da mesma forma que, se estou lutando pela minha verdade interior, respeito a minha própria divindade, enquanto tento ser sincero comigo mesmo no que tange aos meus próprios demônios.
Mas, em muitas vezes ou melhor, na maioria das vezes que essa confiança é quebrada, a divindade é violada e os demônios atormentam nosso ser.
Deveríamos respeitar mais os sentimentos alheios, porém, poucas pessoas tem a valorização própria. Poucas valorizam a sí mesmas, pois deixam seus demônios interiores agirem por elas. É um grande pesar ver que pessoas que amamos se auto-destroem em desrespeitos a sí mesmas, a seus princípios e estilos de vida. Cabe a nós , em silêncio, rogar pela felicidade para que à sua maneira, seja alcançada.

Minha adaptação do texto extraído do livro: Sobre o Amor ( Jacob Needleman ) Um estudo investigativo.