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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Luz e Sombra

Recentemente ouvi o seguinte de uma professora minha: "Mesmo que caminhemos na direção da luz, a sombra sempre nos acompanhará; basta virarmos a cabeça um pouco para trás e a veremos". Isso que ela falou imediatamente me fez pensar que, apesar de informar algo óbvio, tem grande profundidade e convida a uma reflexão interessante se nos dispusermos a isso.

Mais do que falar do aspecto físico, de que sempre que formos para uma fonte de luz a sombra virá atrás de nós, podemos aplicar essas palavras a nossas vidas, de diferentes maneiras. Primeiramente, que sombra e luz, certo e errado, são companheiros inseparáveis, que habitam muito próximos um do outro, e nós, com o livre arbítrio que temos, podemos facilmente escolher entre um e outro.

Olhar para a sombra, por uns instantes, pode nos distrair um pouco do caminho da luz, mas isso não significa necessariamente que mudaremos de direção completamente. Associando luz com "correto", "bom", e sombra com "não tão correto", "não tão bom", é necessário perceber que, mesmo que estejamos sempre fazendo o possível para caminhar para a luz, a sombra está logo ali atrás de nós, possível, basta virarmos um pouco a cabeça e suas possibilidades se abrirão para nós. Na vida, muitas vezes olhamos para a sombra e vamos em sua direção porque a luz parece nos atrapalhar, cegar. Talvez, naquele momento, nossos olhos não estejam preparados para a luz. Porém, sabemos que poderemos voltar a seguir em sua direção quando nos sentirmos aptos ou desejarmos.

O fato de a sombra existir é natural e positivo. Ela serve para que tenhamos a referência do que é a luz. Sem sombra, como saberíamos que a luz... é a luz? O fato de a sombra sempre nos acompanhar a todos também nos faz lembrar que qualquer pessoa, por mais madura, sábia, correta, boa que seja sempre traz consigo a possibilidade da sombra, ou seja, de falhar, de cometer enganos, de agir de forma não muito positiva uma vez ou outra. Isso faz com que se saiba que todos podem errar. Quem nega a sombra que o acompanha erroneamente julga-se infalível, sabe-tudo, onipotente, e está muito enganado. Talvez esteja, até, indo em direção à sombra sem saber.

Nós, como seres humanos, precisamos entender que somo falíveis, mas que podemos acertar, também. Nenhum caminho é impossível de ser mudado, nenhuma rota é impossível de ser corrigida. Dentro de nós temos o bom e o mau, o certo e o errado, conceitos que variam, claro, de pessoa para pessoa, cultura para cultura, mas basicamente têm muito em comum em todas elas. E sabemos, no íntimo, defini-los. É só ouvir o que o eu verdadeiro fala. Pode ser bom algo que só nos faz sofrer durante muito tempo, por exemplo? Mesmo que pareça confortável, seguro, será que é realmente positivo?

Sempre que paro para refletir sobre algum assunto, invariavelmente entendo que as respostas vêm em grande parte de dentro de nós mesmos. Quando não, podemos procurá-las fora, em pessoas, fontes de informação ou ambientes possíveis para tanto. Mas, em grande parte, repito, as respostas estão dentro da gente. Por isso, a importância de conhecer-se bem, ouvir-se, respeitar-se. Entendendo o que a luz traz de bom para a gente, a possibilidade de enxergar com clareza sua beleza, a satisfação de andar num caminho claro e bonito, entendendo que o caminho da sombra é escuro, duvidoso, normalmente sofrido, mas que existe como referência e algumas vezes precisamos andar por ele para voltarmos ao caminho da luz mais decididos e fortalecidos. Que ninguém pense que está totalmente livre da sombra; você pode não olhar para ela, pode não ir em sua direção, mas ela está ali, lembrando-nos que somos seres humanos como os outros que existem neste planeta, nem melhores, nem piores. A sombra lembra-nos que ir para a luz é uma escolha pessoal, positiva.

A grande meta da vida é enxergar seu próprio caminho para a luz, que é a sua luz própria. Assim, você se torna um farol para si mesmo e para os outros que estão ao seu redor, se desejarem. Ver a própria luz nos faz enxergar a do outro e valorizá-lo, assim como ver a própria sombra nos faz ter a humildade de perceber que podemos falhar e que os outros também podem, sem que isso represente uma vergonha ou culpa eterna para alguém. A luz existe para todos, em todos. É um caminho sempre possível de ser seguido e retomado, mesmo que não hoje, mas amanhã, quem sabe? Está lá para o escolhermos.
soartigos.com/artigo/4354/luz-e-sombra/

sábado, 15 de janeiro de 2011

Novos Tempos !!!

Trago em meu peito, um coração amargurado. Coração que sofreu injúrias, humilhações e traições, mas mesmo assim, insiste em bater. Talvez, o fato desse coração ainda bater, reside na esperança de que as pessoas podem mudar suas atitudes, basta que elas queiram. Sou talvez uma das poucas pessoas que acredita que as pessoas podem mudar, se regenerar, voltar ao seu “eu” e recomeçar. Mas, o mundo atual cobra um preço caro de cada um. O estar na moda, a competitividade profissional tem transformado pessoas boas de coração em pessoas revoltadas; pessoas dignas em pessoas vulgares; pessoas honestas em nefastas. Mas, aqueles de caráter irrepreensível permanecem quase que invisíveis à sociedade capitalista e imoral. Convoco a esses homens e mulheres de toda faixa etária, que com dignidade sobreviveram a esses tempos difíceis, que clamem ao DEUS maior para que sua justiça prevaleça e seus anjos acampem ao redor de suas famílias dando-lhes sobre tudo paz para continuar a labuta no mundo atual. A recompensa, DEUS proverá.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Verdade

"A menos que seu coração, sua alma, e todo seu ser estejam atrás de toda decisão que você toma, as palavras de sua boca estarão vazias, e cada ação será sem sentido. Verdade e confiança são as raízes de felicidade."

domingo, 9 de janeiro de 2011

Eu

Gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo. 
Tenho um sorriso confiante que as vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele. Sou inconstante e talvez imprevisível. 
Não gosto de rotina. 
Eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso, e me irrito de forma inexplicável quando não botam fé nas minhas palavras. 
Nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo. 
São poucas as pessoas pra quem eu me explico .

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Do Bom e do Melhor


Estamos obcecados com “o melhor”. Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do “melhor”. Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor homem, o melhor vinho.

Bom não basta. O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com “o melhor”. Isso até que outro “melhor” apareça - e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer. Novas marcas surgem a todo instante. Novas possibilidades também. E o que era melhor de repente nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.

O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, um eterno desassossego. Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos. Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros!...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários. Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis.

Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente. Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência? Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque “é o melhor cargo da empresa”? E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto? O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem “o melhor chef”? Aquele xampu que eu usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro? O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo “melhor cabeleireiro”?

Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o “bom” que já temos. A casa que é pequena, mas nos acolhe. O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria. A TV que está velha, mas nunca deu defeito. O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens “perfeitos”. As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo. O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem. O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.

Será que a gente precisa  mesmo de mais do que isso? Ou será que isso já é o melhor e, na busca do “melhor”, a gente nem percebeu?... Este texto foi escrito pela jornalista Leila Ferreira no blog Nós Mulheres da revista Marie Claire.

domingo, 2 de maio de 2010

Filosofando !!!

Desculpem-me o desabafo ! Mas, o que fazer então quando sabemos que temos a fama de sermos pessoas difíceis?
Um dos conceitos existentes no gerenciamento da imagem chama-se "Hallo Effect ". São generalizações que fazemos a respeito de alguém, que distorcem a percepção que temos dessa pessoa. De modo, quando temos uma boa impressão a respeito de alguém, acreditamos que tudo nela é positivo. No entanto, quando a impressão é negativa, acretidamos que tudo sobre ela é negativo.É como se apenas uma característica fosse capaz de minar todas as nossas outras qualidades.
Mas, difícil por que? Por tentar ser correto e ter seu próprio conceito do que é certo ou errado ? Por ser diferente ou se mostrar diferente do pensamento coletivo? Somos seres humanos, únicos em sua forma de ser. Podemos ter opiniões favoráveis a respeito de um determinado assunto, assim como, podemos discordar também.
Ninguém espera que você concorde com tudo e goste de tudo e de todos ao seu redor. No entanto, isto não deve impedí-lo de estabelecer e manter bons e duráveis relacionamentos.
Olharemos para trás e perceberemos que todas as quedas e traições que sofremos foram necessários, nada foi em vão. Veremos que todos tiveram seu valor em nossa jornada, os que creram em nós e os que nos trairam, cada um em seu papael, e que tudo sempre esteve interligado. É comose uma força poderosa e invisível estivesse o tempo todo na condução de todos os fatos ( e está ! ), confiando em nós. Chamam essa força pelo nome de algum deus, Tao, ritmo do universo, destino, self. Chame como quizer, eu a chamo de DEUS. Essa força existe e aguarda apenas que cada um de nós, predestinados que somos, decida despertar e volver os olhos para ELE e veja o qual infímo somos, criaturas medíocres que tudo transformam em lutas, competições e blasfemias.
Devemos ser assertivos ! Ter coragem em expressar sua opinião, mesmo quando todos pensam o contrário. Pois, ser assertivo é ser auto-confiante enquanto que ser agressivo, são atitudes baseadas em insegurança.
Levante ! Fique atento aos seus pontos cegos, sua forma de se expressar, seu tom de voz, sua linguagem corporal, enfim, não fique sempre pronto ao confronto.
Relaxe e viva a vida sem se preocupar com o que falam de ti.Garanto que acrescentarás dias  melhores  que serão contabilizados ao seu viver.
Fiquem bem ! Fiquem na Paz ! Xipat Oboré ( Tudo de bom ).
Imagem extraída de : www.fct.unl.pt/aluno/gapa/relacoes-sociais-se..

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Filosofando : O que é um mito ?


O homem de todos os tempos recorreu aos
mitos para transmitir a experiência.


Quando estudamos a trajetória dos seres humanos, desde os tempos mais remotos, percebemos que eles sempre se preocuparam em buscar explicações sobre as origens, sobre o sentido da vida, da morte... e dos acontecimentos aparentemente inexplicáveis que ocorrem à sua volta.
O homem primitivo habitava um mundo que ainda não compreendia e tinha de se defrontar com fatos e fenômenos que lhe causavam medo. Para torná-los compreensíveis e, conseqüentemente, afastar o temor e a insegurança, desenvolveu uma espécie de linguagem interpretativa, o mito, que explicava o mundo de forma alegórica ou poética, atribuindo a origem de tais fenômenos a deuses ou a seres que transcendiam os limites humanos. O mito pode ser definido, assim, como uma história sagrada, simbólica, que dá ao homem condições de se apropriar do mundo e modela comportamentos. Dessa forma, contribui para a perseverança  da cultura.
Por meio do sobrenatural, do transcendente, os povos primitivos tinham condições de lidar melhor com a realidade, situando-se de forma espontânea no mundo. As várias culturas trazem mitos sobre a origem do mundo, da tribo, do homem, dos vegetais, dos animais, da alegria, da dor, etc.
Homens de todos os tempos recorreram aos mitos para transmitir a experiência do sagrado, do divino. Apesar de não se orientarem por um raciocínio lógico, essas narrações simbólicas são uma forma metafórica de transmitir conhecimentos que vão além das categorias do pensamento, mas são fundamentais para a sobrevivência do ser humano em meio a um mundo hostil. A mitologia baseia-se na crença de que existe um nível invisível, desconhecido por nós, que sustenta o que é visível. Os mitos nos abrem a dimensão do mistério do Universo.
Uma vez que não somos apenas razão, importante compreendermos a função exercida pelos mitos em nossas vidas. Tal conhecimento nos dará  possibilidade de ter uma visão mais ampla da realidade humana.
A leitura apressada, na busca do sentido do mito, pode nos levar a pensar que se trata apenas de uma maneira fantasiosa de explicar a realidade ainda não justificada pela razão. Essa compreensão do mito não esconde o preconceito comum de indendificá-lo com as lendas ou fábulas, e portanto como uma forma menor de explicação do mundo, prestes a ser superada por explicações racionais.
No entanto, a noção de mito é complexa e mais rica do que essa posição redutora. Mesmo porque o mito não é exclusividade de povos primitivos, nem civilizações nascentes, mas existe em todos os tempos e culturas como componente indissociável da maneira humana de compreender a realidade.
Os contos de fada, as histórias em quadrinhos, sem dúvida nenhuma trabalham com o imaginário e mitos universais como o do herói e o da luta entre o bem e o mal. Examinando as manifestações coletivas no cotidiano da vida urbana, descobrimos componentes míticos no carnaval, no futebol, ambos com manifestações delirantes do imaginário  nacional  e da expansão de forças inconscientes.
Podemos ainda nos referir a um artista famoso como um mito: James Dean como o mito da "juventude transviada" ou, então, Marilyn Monroe ou Madonna  como mito sexual. A lista possível das conotações diversas que o mito assume não termina aqui. Apenas quisermos mostrar como um conceito tão amplo e rico não se esgota numa só linha de interpretação.
O mito não é resultado de delírio, nem uma simples mentira. O mito ainda faz parte da nossa vida cotidiana, como umas das formas indispensáveis do existir humano.