domingo, 27 de março de 2011

Faxina na Alma

É um texto interessante que gostaria de compartilhar com vocês.

Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças na vida e o mais importante, acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período ?     Foi aprendizado
Chorou muito ?     Foi limpeza da alma
Ficou com raiva das pessoas ?   Foi para perdoá-las um dia.
Sentiu-se só por diversas vezes ?   É porque fechaste a porta até para os anjos.
Acreditou que tudo estava perdido ?   Era o início de tua melhora.
Pois é ......agora é hora de reiniciar, de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Um corte de cabelo arrojado, diferente ?
Um novo curso, ou aquele velho desejo de aprender.
Pintar, desenhar, dominar o computador ou qualquer outra coisa.
Olha quanto desafio, quanta coisa nova, nesse mundão de meu Deus te esperando.
Está se sentindo sozinho ?    Besteira
Tem tanta gente que você afastou com o "seu período de isolamento".
Tem tanta gente esperando, apenas um sorriso teu, para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos, ficamos horríveis, o mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca fica amarga.
Recomeçar .................
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar ?   Ir alto, sonhe alto.
Queira o melhor do melhor. Queira coisas boas para a vida.
Pensando assim, trazemos para nós aquilo que desejamos .....Se pensamos pequeno, coisas pequena teremos.
Já se desejamos fortemente o melhor e principalmente lutamos pelo melhor, o melhor vai se instalar na noss vida.
E é hoje o dia da faxina mental.
Joga fora tudo o que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes.
Fotos, peças de roupas, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados.
Jogue fora tudo.
Mas, principalmente, esvazie o seu coração, fique pronto para a vida, para um novo amor !
Lembre-se ! Somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes. Afinal de contas nós somos o "Amor".
Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.


Carlos Drummond de Andrade




domingo, 6 de março de 2011

Curso de AutoCad

Incontinência Verbal - Os Três Crivos

Li esse texto no Blog de Gabriel Chalita e chamou-me a atenção  para realmente o que devemos falar, quando falar e porque falar.
As vezes precipitamos em dizer algo achando que estaremos agradando ou ajudando alguém. 

 

 

Os Três Crivos de Sócrates


    Somos responsáveis não apenas por nossos atos, mas também por nossas palavras. Parece evidente, mas o fato é que nem sempre damos a devida atenção ao que parece evidente. Envolver-se em fofocas, repassar informações sem conferi-las e dar corda a boatos é uma tentação a qual todos estamos expostos. Só que não há nada de inocente nisso. É assim que comprometemos a reputação dos outros e também a nossa. Uma boa forma de evitar essa armadilha é refletir sobre as palavras de Sócrates. O grande filósofo grego tinha um método imbatível para não se deixar envolver pelo perigo das redes de intrigas. Um dia, quando Sócrates conversava com seus discípulos em Atenas, um homem aproximou-se e, puxando-o pelo braço, lhe disse: - Precisamos conversar em particular. Tenho uma coisa urgente para lhe contar. Sócrates respondeu: - Espere um pouco. Você já passou isso que vai me dizer pelos três crivos? - Como assim? Que crivos? – Espantou-se o homem. - O primeiro é o crivo da verdade. Você tem certeza de que o que vai me contar é verdade? - Certeza não tenho, mas muita gente está falando, então... - Bem, se não passou pelo crivo da verdade, deve ter passado pelo da bondade. O que você está prestes a me dizer é algo bom, não? O homem hesitou. - Bom não é. Muito pelo contrário. - Se talvez não seja verdade, e com certeza não é bom, resta o terceiro crivo. Há alguma utilidade no que você quer me contar? O homem pensou um pouco. - Não sei bem, acho que não... - Neste caso, se sua história não é verdadeira, nem boa, nem útil, não perca seu tempo contando-a, pois nenhum proveito pode-se tirar dela -, disse o filósofo, encerrando a conversa.

Você conhece alguém que fala mais do que deve? Você fala mais do que deve?  Já se arrependeu de ter dito alguma coisa? Pois é, sofremos de incontinência verbal.
É antigo o ditado que nos lembra de que temos uma boca e dois ouvidos. Que devemos ouvir mais e falar menos. Mas isso não é fácil.
  Em momentos de briga, fala-se muita coisa desnecessariamente. Lembranças ruins do passado. Acusações bobas. “Nunca me esqueço! Faz 40 anos, mas eu nunca me esqueço de quando você me chamou de burra. Estávamos casados há um ano”. Ou ainda: “Eu o avisei, mais uma namorada que abandona você. Eu disse que as mulheres que o conhecem acabam indo embora. Só falo isso porque sou seu amigo”.
 Em uma mesa de conversa, sempre há aquele que ouviu alguma história e sem a menor preocupação com a verdade fala: “Eu ouvi dizer que fulano é caloteiro. Não quero ser injusto, não gosto de fofoca, mas me parece que ele não paga ninguém”.
 É atribuído a Sócrates um diálogo em que os seus discípulos vieram falar sobre a vida dos outros e ele perguntou, ensinando: “Vocês já passaram pelos três crivos antes de me contar?”  Os crivos são verdade, bondade e necessidade. “É verdade? Vocês têm provas? É bom? Não vão magoar ninguém?  É necessário? Tem alguma coisa a ver com a vida de vocês ou com o bem público? E os discípulos se calaram, e Sócrates voltou a falar de filosofia.
 A palavra tem poder. Que esse poder seja usado para fazer o bem. Palavras ditas sem amor podem ferir.
 Que tal pensarmos antes de falar? Que tal fazermos a experiência do ouvir mais, para aprender, e falar apenas o necessário, para ensinar?
 Gabriel Chalita ( Revista Canção Nova – março de 2011)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

LIMITES

Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos, os erros de nossos
progenitores...
...e com o esforço de abolirmos os abusos do passado...
...somos os pais mais
dedicados e compreensivos 
mas, por outro lado...
...os mais bobos e inseguros que já houve na história.
O grave é que estamos
lidando com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas, e mais                  
“poderosas” que nunca !
Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo ao outro.
Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais...
... e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos.
Os últimos que tivemos medo dos pais....
...e os primeiros que tememos  os filhos.
Os últimos que cresceram sob o mando dos pais...
E os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos.
E, o que é pior...
...os últimos que respeitamos nossos pais...
...e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito
À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudou de forma radical...
...para o bem                                   
 e para o mal.
Com efeito, antes se considerava um bom pai, aquele cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens, e os tratavam com o devido respeito.
E bons filhos, as crianças que eram formais, e veneravam seus pais, mas à medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram  se desvanecendo...
...hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco o respeitem.
E são os filhos, quem agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas ideias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver.
E que além disso, que patrocinem no que necessitarem para tal fim.
Quer dizer ;                                                     
os papéis se inverteram
Agora são os pais que têm que agradar a seus filhos para “ganhá-los” e não o inverso como no passado.
Isto explica o esforço que fazem  tantos pais e mães para serem os melhores amigos e “darem tudo” a seus filhos.
Dizem que os extremos se atraem.
Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais...
...a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo...
aos nos verem tão débeis e perdidos como eles.
Os filhos precisam perceber que durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes
capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter...
... e de guiá-los, enquanto não sabem para onde vão...
É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.
Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.
Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os...
...e não atrás, carregando-os e rendidos às suas vontades.
Os limites    abrigam o indivíduo.

Com amor ilimitado  e  profundo respeito.
Mônica Monastério
( Madrid-Espanha ).